Depois de concentrar esforços na renegociação de dívidas de inadimplentes, o governo federal passa a mirar os bons pagadores. Lançado ontem, o Desenrola Adimplentes oferece crédito mais barato a trabalhadores informais que mantêm seus financiamentos em dia ou têm atrasos inferiores a 90 dias, em uma tentativa de evitar o superendividamento antes que ele aconteça.
A modalidade terá taxa máxima de juros de 1,99% ao mês e busca reduzir o risco de inadimplência e atender um público que, segundo o governo, ainda não era contemplado pelas políticas anteriores de crédito. O pacote inclui, ainda, o Fies Empreendedor e limita os juros dos empréstimos consignados para trabalhadores da iniciativa privada.
Para aderir ao programa, o consumidor deverá possuir uma operação de crédito pessoal em andamento, ter pago pelo menos quatro parcelas e estar em dia ou com atraso máximo de 90 dias tanto na data de publicação da medida provisória quanto na contratação da nova operação. As dívidas elegíveis terão saldo devedor de até R$ 15 mil por instituição financeira.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o programa busca fazer com que os benefícios de um mercado de trabalho mais aquecido cheguem também aos trabalhadores que ficaram fora das políticas tradicionais de crédito. "Pela primeira vez, o governo faz um esforço de olhar para o trabalhador informal. É um público que eu costumo dizer que é herói no país", afirmou. "Esse trabalhador, que hoje paga suas dívidas com juros muito altos, vai ter pela primeira vez uma condição de refinanciá-las com uma taxa mais justa", emendou.
Além de reduzir os juros, o programa poderá ampliar o prazo para pagamento da dívida, conforme o tempo restante do contrato. A nova parcela não poderá ultrapassar 90% do valor da prestação original. Também será possível contratar um crédito adicional de até 50% do saldo devedor, desde que a parcela permaneça dentro desse limite.
Fonte: correiobraziliense
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