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Energia solar impulsiona fontes renováveis no Brasil, mas enfrenta gargalos

As fontes de energia renováveis cresceram para quase 50% da capacidade global em 2025 e, pela primeira vez, geraram mais eletricidade do que o carvão. O aumento foi liderado por um salto na capacidade solar.

Em entrevista ao Alerta Brasil desta segunda-feira (6), a vice-presidente da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), Bárbara Rubim, lembra que o Brasil é um dos líderes mundiais em transição energética. “Se no mundo, em 2025, a gente chegou perto da marca histórica de quase 50% de capacidade instalada renovável para a eletricidade, no Brasil esse número já passa de 80% há alguns anos. E a expansão das renováveis no Brasil, tal qual no mundo, também tem sido liderada pelo crescimento da energia solar fotovoltaica”, afirma.

Ela explica que, apesar dos altos preços de investimento, as placas solares ainda são ferramentas que ajudam muito a economizar. “Os módulos fotovoltaicos têm uma garantia de performance de 25 anos. O que isso significa? Que o consumidor vai instalar o sistema hoje e, daqui a 25 anos, aquelas placas que ele colocou no telhado dele vão gerar pelo menos 80% do que elas geravam no dia 1 da instalação do sistema”, diz.

Segundo a especialista, o sistema funciona como um “pedágio”. O consumidor que possui as placas em casa produz energia durante o dia, enquanto ele não está usando, e essa energia vai para uma rede de distribuição. Quando ele for utilizar, ele pega energia dessa rede e, no final do mês, a distribuidora vai fazer “um encontro de contas”.

A média para implementar a energia fotovoltaica em uma residência comum é de R$ 12 mil a R$ 15 mil, porém, segundo Bárbara, “só o que ela vai ter de economia na sua conta de luz em cerca de 3 ou 4 anos já vai mais do que pagar esse investimento que foi feito”.

Três gargalos

A vice-presidente da Absolar, porém, explica que o crescimento desse tipo de energia no Brasil ainda enfrenta três gargalos importantes. O primeiro deles diz respeito à Selic em patamares bem elevados: “A taxa de juros muito alta faz com que o financiamento dos sistemas custe, fique mais caro, e hoje mais da metade dos sistemas que a gente tem instalados no país são frutos de financiamento. Então, o acesso a crédito é um gargalo importante que a gente tem hoje”.

“Além disso, infelizmente, nós tivemos nos últimos meses um aumento do valor do imposto de importação sobre esses equipamentos pelo governo, o que acaba sendo uma medida que vai contra essa expansão das fontes renováveis, que é tão importante nessa sede que a gente tem de mudanças climáticas e nesse esforço de transição energética”, completa.

O terceiro gargalo, segundo Bárbara, é de infraestrutura, o que explica um saturamento dessas redes de energia. “A gente precisa ver mais investimentos sendo feitos para melhorar a infraestrutura no Brasil e permitir de fato que a gente consiga escoar e assegurar que o Brasil siga liderando a transição energética por fontes renováveis em todo o mundo”, conclui.

Fonte: noticias.r7

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