As contas do governo central registraram um déficit de R$ 30 bilhões em fevereiro deste ano, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (30) pelo Tesouro Nacional. O valor engloba os resultados obtidos pelo Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social e é resultado das receitas líquidas, ou seja, exclui transferências regionais.
O déficit significa que o governo gasta mais do que arrecada em um ano, resultando em um saldo negativo. Se a arrecadação é maior que os gastos, o saldo é positivo e se chama superávit primário. O resultado primário não considera a despesa com o pagamento da dívida pública.
Comparado ao mesmo mês do ano passado, quando o déficit era de R$ 31,6 bilhões, o valor registrou queda de 5%, informou o órgão.
Em termos reais, a receita líquida apresentou um acréscimo de R$ 8,3 bilhões (+5,6%), enquanto a despesa total registrou um aumento de R$ 5,6 bilhões (+3,1%), quando comparadas a fevereiro de 2025.
Já no primeiro bimestre, as contas registraram um superávit de R$ 56,9 bilhões, comparado a um superávit de R$ 53,5 bilhões em 2025. Em termos reais, a receita líquida apresentou um aumento de R$ 11,7 bilhões (+2,8%) e a despesa total registrou uma alta de R$ 10,9 bilhões (+3,0%) em 2026, quando comparadas ao primeiro bimestre de 2025.
Tesouro piora projeções para dívida pública
Em janeiro, o Tesouro Nacional piorou significativamente suas projeções para a dívida pública bruta do Brasil, diante do nível elevado dos juros no país, prevendo uma trajetória de alta no endividamento até 2032, quando chegaria a 88,6% do PIB, segundo novas estimativas divulgadas nesta semana.
Em seu relatório de projeções fiscais, a secretaria estimou que a dívida bruta subirá a 83,6% do PIB (Produto Interno Bruto) no fechamento deste ano, contra uma previsão de 79,3% do PIB em 2025.
Fonte: noticias.r7
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