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Consumo nos supermercados cresce 1,73% entre as famílias em janeiro, aponta Abras

Fazer uma compra mensal no supermercado ficou um pouco mais barato no primeiro mês do ano. Após a temporada de compras de Natal e Ano Novo, os brasileiros se depararam com preços mais acessíveis de alguns produtos, como é o caso do arroz, que nos últimos meses mantém uma queda de 27,3% no preço médio em todo o país, e do leite longa vida, que somente em janeiro ficou cerca de 5,5% mais em conta para os consumidores.

A pesquisa Consumo nos Lares, divulgada nesta quinta-feira (26/2) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), com dados do último mês de janeiro, mostram que nesse período a cesta com 35 produtos de largo consumo ficou 0,16% mais barata na média nacional, passando de R$ 800,35 para R$ 799,08. Em maio de 2025, essa combinação de itens chegou a custar R$ 823,37, no pico mais recente.

Com os preços em queda, houve um ligeiro aumento de 1,73% no consumo das famílias em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2024. Se comparado a dezembro, esse indicador recuou 19,34%, em virtude de questões sazonais entre os dois meses, visto que no último mês do ano há o pagamento do 13º salário e as festas de fim de ano.

Entre os produtos de largo consumo que ficaram mais baratos em janeiro estão ainda o óleo de soja (-3,32%), a farinha de trigo (-1,63%) e o açúcar refinado (-1,54%). Até mesmo o café torrado e moído, que nos últimos 12 meses acumula alta de 23,47%, recuou 1,18% no primeiro mês de 2026. Por outro lado, o preço do tomate avançou 20,52% entre janeiro e dezembro, ao passo que o corte traseiro da carne bovina subiu 1,86% na mesma base de comparação.

A “cesta” de produtos mais cara do país é encontrada nas regiões Sul e Norte, onde o preço médio desses itens combinados chega a R$ 873. Na outra ponta, o Nordeste tem o valor mediano mais em conta, com os mesmos produtos custando cerca de R$ 717. Já a região Centro-Oeste também está abaixo da média nacional, com um preço em torno de R$ 754.

O vice-presidente da Abras, Marcio Milan, avalia que, em janeiro de 2025, o consumidor estava mais propenso a comprar produtos de preço baixo. Um ano depois, com um ciclo de queda do preço de commodities como arroz, feijão, óleo e açúcar, ele explica que houve uma ‘migração’ para produtos de preço médio.

“O foco em preço permanece, mas com menor radicalização. Nas commodities, portanto, vimos um movimento de recomposição qualitativa dentro da cesta. O produto de preço baixo ainda predomina, com 50%. Continuam sendo a maioria, porém menos concentrado exclusivamente no preço baixo em comparação com o ano anterior”, comenta.

Para o restante do ano, o representante da entidade acredita que os efeitos da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil podem começar a ser percebidos, além do aumento real de 6,79% do salário-mínimo a partir de fevereiro. “Dentro desse contexto macroeconômico, projetamos um crescimento de 3,2% para o ano. Essa estimativa está alinhada aos fundamentos que vêm afetando o consumo das famílias brasileiras”, explica Milan.

Fonte: correiobraziliense

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