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"Teremos forte demanda pelos imóveis", diz presidente do BRB

Na última sexta-feira, o Governo do Distrito Federal (GDF) enviou à Câmara Legislativa projeto de lei no qual dispõe de medidas para a estrutura financeira do Banco de Brasília (BRB) após as operações com o Banco Master, liquidado em novembro de 2025 pelo Banco Central. Entre as medidas, consta o uso de imóveis da Terracap como garantia para obtenção de um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A votação está prevista para ocorrer na terça-feira.

À frente da operação com foco na solidez da instituição, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, acredita que o projeto de lei reforça o compromisso do GDF, principal controlador, de restabelecer as condições econômico-financeiras do banco. Para tanto, ele aposta no projeto de capitalização do BRB, particularmente no interesse de investidores pelos imóveis colocados como garantia. "Os imóveis estão em áreas valorizadas de Brasília e região, logo acreditamos que teremos forte demanda", afirma.

O projeto enviado à Câmara Legislativa do DF (CLDF) autoriza a venda de imóveis transferidos para o BRB para que o banco faça operações econômicas com eles: transformados em títulos negociáveis no mercado financeiro; usados para criação de um fundo de investimento imobiliário; e ainda apresentados como opção de garantia em empréstimos. Todas essas operações estão sendo cogitadas?

Sim, são imóveis pelos quais os investidores têm apetite, além de contribuir para várias estruturas financeiras para solução de capital e liquidez.

Qual é o foco principal?

Entendemos que a estruturação de FII (Fundos de Investimento Imobiliário) com adesão do sindicato de bancos é o melhor caminho, pois não aumentaria o endividamento do setor público.

Qual foi o critério para a escolha dos imóveis que foram colocados como garantia para o FGC?

O critério considerou a qualidade do ativo, atratividade de mercado, regularidade jurídica, ausência de impedimentos, e aderência às exigências técnicas para aceitação como garantia em eventual estruturação. A seleção foi feita com diligência jurídica e técnica, buscando ativos com melhor relação risco-benefício para a operação.

Quem vai avaliar os imóveis para entrarem na operação de empréstimo com o FGC?

A avaliação deverá ser feita por avaliadores independentes e habilitados, com metodologias e laudos técnicos, para garantir transparência e consistência com práticas de mercado e exigências regulatórias.

Como avaliam o provável deságio na venda dos ativos do banco? Está no cálculo do BRB?

O valor do ágio ou deságio dependerá do apetite do mercado. O portfólio de ativos ofertados tem demanda, pois a maioria deles tem qualidade.

De que forma a capitalização com imóveis da Terracap fortalecerá os indicadores financeiros e a capacidade de crédito do BRB no curto e no longo prazo?

O processo de capitalização não pode ser realizado diretamente por imóveis, mas podem ser usados para construção de operação financeira que monetizará esses imóveis.

Qual é a estimativa de valorização e liquidez desses imóveis, e como o banco pretende mitigar riscos caso a venda não ocorra no prazo esperado?

Os imóveis estão em áreas valorizadas de Brasília e região, logo acreditamos que teremos forte demanda.

A operação pode alterar o perfil de risco ou a governança do BRB, especialmente em relação à dependência de ativos públicos como fonte de capital?

A operação de capitalização tornará o BRB mais forte e saudável e pronto para continuar seu principal objetivo de fomentar a economia de Brasília e região.

Como 49% do patrimônio da Terracap pertencem à União, acredita que haverá alguma controvérsia para aprovar essa medida?

Os imóveis são, na maioria, do próprio GDF e alguns da Terracap, mas todas as parcerias serão respeitadas.

Fonte: correiobraziliense

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